tem horas que eu descubro que eu sou pesada pras minhas costas
tem horas que eu não quero ver, ouvir, nem falar nada.
só fugir. só fugir.
e tentar me encontrar aonde menos quero,
aonde menos espero
pra poder fechar meus olhos e sentir
que não adianta derramar lágrimas,
não adianta tentar ser o que eu não quero ser.
eu sorrio mesmo assim
dou gargalhadas depois.
fico feliz e triste ao mesmo tempo
sinto o mau hálito da minha indiferença,
mas, não ligo.
minha indiferença é meu porto seguro, tem horas.
não roo mais as unhas
nem isso me acalanta mais.
tem horas que eu vejo que meus erros me fazem
poe uma peça que faltava em mim.
acredito que, como todo mundo,
eu não tenho fim.
terça-feira, 10 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Vermelho
'No seu baralho, eu me embaralho
Atravesso seus braços e tento me conter
Em seus lábios eu vou dissolver
O que eu acho que é desejo
Não dá pra não sentir
Sua imensidão de olhar
E, mesmo querendo não gostar,
Você se rende ao 'se entregar'
Minha maquiagem já se foi
Minha saliva já não basta
E, num suspiro repentino, você afasta
Toda a sua delicadeza
Seu movimento, por inteiro
É envolvente e desregulado,
Mas, mesmo se sentindo envenenado,
Não se cansa de se envenenar
É como se fosse um vício, uma droga
Uma mistura de ânsia e amor
Que adormece e, controla,
Uma possível dor.'
Assinar:
Postagens (Atom)