quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Eu tenho medo de me perder nesse imenso labirinto, tenho medo de me sufocar diante das coisas que traz.
As palavras sangram, às vezes, mas eu não me deixo levar.
Meu coração está mais leve, limpo.
Eu grito. Mas é descontrole.
Me descontrolo por achar demais.
não vou nomear.
Mas vai além do que eu mesma.
O frio na barriga nos deixa acuado, às vezes.
Mas passa.
Uma hora passa .
Existe uma imensidão de coisas não explicadas.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Percebo o quanto a suavidade tomou conta do meu ser, mesmo tudo sendo
tão agoniante ainda. As palavras são mais profundas, mais cheias de dor. Dor
tão sutil, mas não imperceptível.
Talvez todas as
experiências vividas de um tempo para cá tenham me trazido essa dor sutil.
Antes era muito mais revolta, muito mais vômito, palavrão... Hoje é muito mais
coração, lágrimas e seriedade.
Vou contando, de pouquinho em pouquinho, todas as pequenas decepções e tristezas diárias que, vão se acumulando como poeira num móvel velho. E já não tenho mais vontade de limpá-lo.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
Por que?
Me diz o porquê
De algo tão forte crescer
De mais uma porta se abrir
De mais uma estrela cair
Me diz o porquê
De tanto querer te amar
De tanto saber que não há
Ninguém no mundo igual a você
Me diz o porquê
De mais um sorriso se abrir
De, dentro de mim, você existir
E isso me basta então.
Me diz o porquê
De tudo ter mudado
De você estar do meu lado
Me diz o porquê de eu querer só você?
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Existe tanta coisa intocada,
tanta lágrima que ainda não desceu
tanta palavra que ainda não saiu
tanta tristeza que ainda não morreu.
Eu simplesmente me deixei cair
Ainda não me encontrei
No escuro onde eu me perdi,
Uma luz ainda não achei
Mas não adianta chorar
Não adianta dizer que não doeu
Que castigo é esse?
Que, por causa de uma dúvida, você me ofereceu?
Nem me perguntou se queria ir
Apenas me jogou
Por uma incerteza de felicidade
Você se foi e voou.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Cuspe cotidiano
Na boa, eu nasci na época errada mesmo. Eu e meu marido, é claro (não vivo sem tu, mo, rs).
A gente ouve certas coisas, de vez em quando, que nos remetem a esse tipo de pensamento, cara. Por exemplo: Beatles. Você pára pra ouvir e não dá pra não se imaginar ali, né? Ouvindo ao vivo, vivendo a época deles.
Altas drogações, muita viagem e uma juventude completamente feliz, disposta a qualquer coisa diferente. Disposta a viajar mesmo, entrar dentro da gente com as músicas.
No fundo, acho tudo que vivemos tão surreal, que não me assusto, sabe? É um tanto quanto louco o misto de coisas diferentes no nosso corpo a todo momento, estamos propícios a qualquer coisa.
A montanha-russa do dia-a-dia nos fazer desejar outro tipo de vida, outro dipo de lugar, onde sejamos nós, livres, loucos, felizes e felizes. De repente a gente desperta e vê o quanto deveria ser maravilhoso, mesmo com tantos problemas que marcaram época, sabe?
Led Zeppelin, Beatles, Pink Floyd, Queen, The Who, Maysa, Jimi Hendrix, Deep Purple, Rolling Stones, Free, Chico Buarque, Caetano, Van Halen, AC/DC, Whitesnake, Doces Bárbaros, Vinícius de Morais e tantos outros.
São dessas pessoas que eu falo. Do tempo delas, da vida que elas viveram e transformaram em algo tão extraordinário, o que se chama de música. Ela nos passa exatamente todo o sentimento da pessoa. Palavras que não fazem sentido só para elas, mas para nós também.
Daí a gente ouve muito tudo isso, toda essa coisa linda citada acima e quer absorver exatamente o que ela diz, o que ela sente, o que ela transparece ser. É uma fumaça que a gente traga e sente os efeitos.
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